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MÚSICA NAS INCUBADORAS

ACALANTOS INDÍGENAS

O ACALANTO: do MÚSICA NAS INCUBADORAS a comunidades INDÍGENA KAMAIURÁ

 

O acesso à cultura indígena e a inclusão social é um dos alicerces do projeto. Música nas Incubadoras, por exemplo, investe, cuida e reflete sobre o princípio da formação do indivíduo em situação de extrema vulnerabilidade física e emocional, justamente quando os alicerces da nossa sociedade começam a ser desenvolvidos. Neste projeto, pretende-se, por extensão, investigar o universo sonoro-musical presente na cultura maternal indígena, estabelecendo diálogos com as políticas de atenção, afirmação e preservação dessas comunidades. 

Os “micro-concertos” têm como objetivo reafirmar o vínculo emocional com os progenitores através da experiência musical e favorecer assim sua recuperação fisiológica. Nesse caso, o estímulo à fruição e à difusão de uma obra musical criada a partir de repertório indígena, especialmente para um público em situação de vulnerabilidade, redimensiona o papel da obra artística. Em tal situação, o acesso à cultura indígena está ligado à construção de um novo olhar sobre o poder da obra. A arte aqui ocupa o espaço de uma forma particular: leva para este público o conhecimento de uma cultura ancestral, reafirmando valores sobre a sua relação com a natureza e seus sons, fomentando o imaginário poético-musical e contribuindo para a recuperação emocional, psíquica e fisiológica dos que com ela fruem.

“Música nas Incubadoras – Acalantos Indígenas” leva a canção de ninar Kamaiurá a Maternidades

 

A partir do convite de Jawi Kamaiurá, Fernanda Cabral idealizadora do projeto “Música nas Incubadoras” amplia seu repertório, levando acalantos indígenas às unidades neonatais do Distrito Federal durante os meses de outubro e novembro de 2025. O projeto nasce do desejo de perpetuar os saberes ancestrais da etnia.

 

O projeto consiste em uma série de micro-concertos onde Fernanda Cabral, sob a direção artística de Jawi Kamaiurá, realizou apresentações nas Maternidades do Hospital Materno-Infantil de Brasília (HMIB) e do Hospital da Região Leste Paranoá (HRL).

 

Na cultura indígena, os acalantos carregam significados além de simples melodias de ninar. Transmitem histórias e saberes ancestrais, mensagens sobre o ambiente natural, tradições, espíritos e valores da comunidade. São passados de geração em geração, reforçando a conexão das crianças e seus pais e mães.

O encontro da artista Fernanda Cabral com as mães e seus bebês prematuros através dos “Acalantos Indígenas” foi uma experiência reveladora, aponta Fernanda: “Os acalantos indígenas Kamaiurá aparecem no projeto Música nas Incubadoras como fruto do desejo de fortalecer a reconexão das mães com seus bebês, nesse contexto de tanta vulnerabilidade: onde ambos pudessem se sentir mais perto da natureza, mais perto da força dos nossos povos originários, da nossa própria ancestralidade e de sua herança musical.”

Ainda que não seja possível identificar de forma precisa as repercussões, os depoimentos dessas mães revelam algo essencial: estados de profunda tranquilidade e sensação de acolhimento. Neste sentido, os cantos parecem sustentar um espaço de cuidado sensível, onde o vínculo se fortalece e o tempo desacelera. Relatos também surgem memórias, como se essas canções tocassem camadas adormecidas. “Em muitos relatos, também surgem memórias e reconhecimentos inesperados, como se essas canções tocassem camadas ancestrais adormecidas. Algumas mães se lembram, então, de histórias familiares que apontam para a presença indígena em suas origens. Mais do que respostas definitivas, o que se evidencia é a potência desses acalantos como caminho de conexão, memória e pertencimento.”, conta Fernanda.

​​A partir da transmissão oral da Pajé Mapulu Kamayurá foram realizadas as gravações de três acalantos. Nele podemos contar com sua participação como cantora em dois deles. Os acalantos também foram interpretados pela cantora Fernanda Cabral que também assina sua produção musical.

                                                                 EP - ACALANTOS INDÍGENAS

 

 

 

 

 

 

 

 

Escute abaixo o EP "Música nas Incubadoras - Acalanto Indígenas"

 

 

 

 

 

 

 

Sobre os Acalantos Indígenas Kamaiurá

Transmissão oral: Pajé MAPULU KAMAYURÁ

Adaptação e Produção Musical: FERNANDA CABRAL

JAPI’I

(XEXEU – PÁSSARO em TUPI)

Canção de Ninar vinda da cultura indígena  kAMAYURÁ do Alto Xingú – Aldeia Hiulaya – Parque Nacional do Xingu – MT

Letra:

Kujeje Kujeje Kami Natu -  Idioma ARUAKI

Tradução: Canção para o bebê recém nascido, ser bem alimentado e não morrer.

OBS: KAMI NATU significa: EU SOU SOL

KUNUIU

Canção de Ninar vinda da cultura indígena kAMAYURÁ do Alto Xingú – Aldeia Hiulaya – Parque Nacional do Xingu – MT

Letra:

Ekua Jue Awara u’m

Ekua Jue Mama’em u’m

Erekuje Pane Kuna’e

Tradução: A raposa vai comer, essa é a sua comida. Vai pegar o espírito. Não tenha medo.

IHAHA

Canção vinda da cultura indígena  kAMAYURÁ do Alto Xingú – Aldeia Hiulaya – Parque Nacional do Xingu – MT

Letra:

Ihaha Kuhaha

Yaha Jenite

Tradução:  “Vem comigo, me olha”

DOCUMENTÁRIOS

Música nas Incubadoras - Acalantos Indígenas

Com imagens capturadas pelo diretor Marcelo Barbosa, estes mini-documentários apresentam os micro-concertos realizados pela cantora Fernanda Cabral a partir dos acalantos Kamaiurá nas maternidades do HMIB - Hospital Materno Infantil de Brasília e HRL - Hospital da Região Leste do Paranoá do DF. 

FICHA TÉCNICA

Direção e Fotografia: Marcelo Barbosa

Co - direção, apresentações musicais, cantora e produtora musical: Fernanda Cabral

Direção Artística: Jawi Kamaiurá

Realização: Studio Sereia

Dirção de Produção: Cláudia Leal

 

DOCUMENTÁRIOS COM LEGENDA OCULTA [CLOSED CAPTION] DISPONÍVEL

#DOC 1 ​

 

 

 

#DOC 2

 

 

DOCUMENTÁRIOS COM AUDIODESCRIÇÃO DISPONÍVEL

​​

Música nas Incubadoras - Acalantos Indígenas - DOC 1 [Audio Descrição]

 

 

 

 

 

Música nas Incubadoras - Acalantos Indígenas - DOC 2 [Audio Descrição]

 

GALERIA DE FOTOS

 

Fotos: Marcelo Barbosa

[crédito obrigatório]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Este projeto é realizado com recursos do fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal

 

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Patrocínio: Projeto realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB DF) com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do GDF.

JAPI'IMapulu kamayurá & Fernanda Cabral
00:00 / 01:41
KUNUIUMapulu Kamayurá & Fernanda Cabral
00:00 / 01:48
IHAHAFernanda Cabral
00:00 / 01:35

MÚSICA NAS INCUBADORAS

O SOM QUE CUIDA

Música nas Incubadoras - O Som que cuida é um projeto artístico, pioneiro, humanitário, de pesquisa e de inclusão social desenvolvido pela cantora, compositora e musicoterapeuta Fernanda Cabral, que utiliza o poder da música na recuperação de bebês prematuros em unidades neonatais de  diferentes maternidades do Brasil, Espanha e Portugal.
 

As sessões musicais são elaboradas “in situ”, com utilização de melodias vocais e sonoridades acústicas e percussivas. O objetivo é favorecer a recuperação dos bebês e fortalecer o vínculo emocional entre eles e seus pais, sobretudo a mãe.

“Muitos benefícios qualitativos advêm dessa experiência, em virtude do alto valor terapêutico que esta proposta artística promove nesse contexto de extrema vulnerabilidade. A intervenção se estende à equipe médica neonatal - médicos, enfermeiros, psicólogos, funcionários administrativos -, favorecendo um ambiente de descontração e confiança na unidade hospitalar”, conta Fernanda.

A proposta de Fernanda Cabral junto aos pacientes prematuros coaduna-se com as principais diretrizes das maternidades brasileiras que se destacam por sua excelência e referência na atenção integral à saúde da mulher e da criança, no ensino, na pesquisa e no atendimento igualitário às famílias de todas as regiões brasileiras, notadamente as menos favorecidas. Além disso, esta proposta impulsiona a construção de um novo olhar estético e transversal na esfera psicofamiliar, trazendo para a relação entre pais e bebês, em seus primeiros meses de vida, recursos determinantes em todo o seu futuro crescimento afetivo, cultural e social.

Desta vez, o projeto foi realizado sob a chancela do HUB - Hospital Universitário de Brasília ao longo de três meses, como pesquisa continuada, a convite da chefe da UTI Neonatal, Janayna Bispo Araújo Costa.  Como resultado a artista apresenta aqui uma publicação da pesquisa cultural desenvolvida, dois podcasts e uma galeria de fotos.

Veja abaixo os podcasts de pesquisa, contendo entrevistas com a equipe do HUB, o pdf da pesquisa cultural e uma galeria de fotos realizadas pelo fotógrafo Marcelo Barbosa.

Este trabalho contou com recursos do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal - FAC.

   podcasts 
Música nas Incubadoras - O Som que cuida

 

Podcast nº 1Música nas Incubadoras - O Som que cuida
00:00 / 35:01
Podcast nº 2Música nas Incubadoras - O Som que cuida
00:00 / 35:01

GALERIA DE FOTOS

Fotos: Marcelo Barbosa

[crédito obrigatório]

Free download da Pesquisa Cultural

Veja abaixo três breves documentários sobre esse projeto desenvolvido anteriormente em maternidades da rede pública hospitalar do Distrito Federal: Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), Hospital da Região Leste do Paranoá (HRL) e Hospital Regional de Sobradinho (HRS).

Arte, saúde e qualidade de vida

 

 

Estudos recentes sugerem que as vibrações e ritmos tranquilizantes da música e da voz, especialmente a cantada ao vivo em um hospital, podem beneficiar os bebês prematuros, aliviando o estresse e reafirmando o vínculo com seus pais. A artista vem pesquisando o efeito dos fenômenos sonoros e, no âmbito das incubadoras, ela acentua o valor da escuta (do campo energético do bebê prematuro) na construção de uma vibração sonoro-musical que alcance o bebê e o ajude a restabelecer suas funções vitais.

 

É nesse sentido que a musicoterapia se tornou um recurso que estabiliza a frequência cardíaca e o ritmo respiratório. Ela reduz o estresse fisiológico, acalmando os bebês, e favorece o ganho de peso, contribuindo de forma significativa para a sua recuperação. Também é sabido que aumenta o sucesso da amamentação. A atividade musical e o contato físico ao vivo através do encontro presencial, portanto cênico, convertem-se em um recurso terapêutico altamente favorável ao desenvolvimento do comportamento neuro-social.

 

A partir das pesquisas prática e teórica realizadas nos últimos dois anos, inicialmente por meio da residência e formação em Portugal com o especialista em música para bebês, o musicólogo Paulo Lameiro, e posteriormente aprofundada em sua dissertação de Mestrado, a artista elaborou a sua própria metodologia de trabalho, identificando os principais elementos psicocriativos que servem de base para a elaboração dos chamados micro concertos. 

DOCUMENTÁRIOS

Música nas Incubadoras - O som que cuida
 

Com imagens capturadas pelo diretor André Amahro, estes documentários apresentam questões centrais desse trabalho que vem sendo executado há 8 anos em hospitais de Portugal, Espanha e Brasil. 

FICHA TÉCNICA

Direção, Fotografia e Edição: André Amahro

Voz, Composição e Percussões: Fernanda Cabral

Realização: Studio Sereia

Produção Executiva: Cláudia Leal

LEGENDA OCULTA [CLOSED CAPTION] DISPONÍVEL

GALERIA DE FOTOS

Fotos: André Amahro

[crédito obrigatório]

Este projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.

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©2026 por Fernanda Cabral.

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